Ponte para Terabítia

Ponte para TerabitiaTítulo: Ponte para Terabítia 

Autor: Katherine Paterson

Editora: Salamandra

Resenha:

Terabítia levou centenas de crianças e jovens ao cinema nas duas adaptações que foram feitas.

É difícil ficar imune ao chamamento que ouvimos de Jess e Leslie para conhecer esse reino mágico que construíram com poucos recursos mas infinitos sonhos. Katherine é autora experiente, detentora dos mais importantes prêmios literários do mundo e que demorou a ser reconhecida no Brasil.

Preocupada em falar da passagem da infância para a vida adulta, seus temas abordam essa fase dolorida e por vezes traumática.

Quatro ambientes compõem a narrativa e dão ao leitor elementos para avaliar e relativizar o que os aproxima e o que os repele: a casa de Jess, a casa de Leslie, a escola onde estudam e Terabítia.

As duas crianças vivem em plena circulação nesses lugares tão diferentes e terão de passar por experiências e confrontos com pessoas e ideias muito distintas.  Afinal, isso resulta no mundo como o temos e saber compreendê-lo faz parte da vida adulta.

Sonho e realidade servidos densa e envolventemente.

Trecho do livro:

“Fazia frio em Terabítia em novembro. Eles não tinham coragem de acender uma fogueira no castelo, embora às vezes fizessem um foguinho do lado de fora e se encolhessem junto dele. Durante algum tempo, Leslie chegou a ter dois sacos de dormir na fortaleza, mas no começo de dezembro o pai notou a ausência deles em casa, e ela teve que levá-los de volta. Na verdade, foi Jess quem insistiu para que ela os levasse. Não exatamente porque tivesse medo dos Burkes. Os pais de Leslie eram moços, com dentes bem brancos e muito cabelo – todos os dois.” (p. 60)

Ponte para Terabítia foi o título selecionado pelo Clube de Leitores A Taba no mês de junho.

A Milena Monteiro Agripino de Oliveira, aluna de nossa assinante Raquel Souza, leu o livro e conta aqui como foi:
Então… por onde eu posso começar? Acho que quero fazer algumas perguntas, como: Por que Jess era tão obcecado em ser campeão de corrida da escola? Por que no final do livro os pais de Leslie falam que foram morar lá por ela, se no início ela fala que nunca quis ter ido para lá? Qual o motivo deles terem se mudado? Por que Leslie nunca trata Bill e Judy como “pai” e “mãe”? O que aconteceu com Janice Avery??

Com essa chuva de perguntas, deu pra perceber que esse livro é muito bom, né? Pois quando o livro é interessante, ele sempre deixa um gostinho de “quero mais”, como se achássemos que está faltando história, como se nós não quiséssemos que o livro acabasse.

Uma coisa no livro que sempre me incomoda, é quando eles (Jess e Leslie) vão pra Terabítia… não é possível que eles tenham tanta imaginação! E eles imaginam as mesmas coisas!! Enquanto eu lia, eu pensava: “Meu Deus! Esse lugar é tão importante… Será que tudo que eles veem é verdade?? Será que as coisas realmente estão ali??”. Talvez a imaginação seja tão forte, que eles até esquecem que estão imaginando!!

Vamos partir para o final… é muito emocionante!! Não estou falando isso pelo que acontece à Leslie, e sim pelo o que Jess faz pela sua irmã! Achamos que ele vai deixar Terabítia como um lugar sagrado (mais sagrado que antes!), que deixaria a terra em paz, como uma lembrança de sua amiga. Mas não! Ele entrega Terabítia totalmente nas mãos da sua irmã, o que na minha opinião, foi o melhor momento do livro, pois ele consegue fazer com que a gente sinta pena de Jess e ao mesmo tempo, felicidade com a sua atitude!

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Em 2017, convidamos assinantes do Clube de Leitores A Taba para compartilhar suas experiências de leitura durante um trimestre, abrindo as conversas em nosso fórum. Para conhecer a Raquel, clique aqui.

 

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