O Olho de vidro do meu avô

Olho de Vidro001

Autor(a): Bartolomeu Campos de Queirós

Editora: Moderna

Ano de lançamento: 2004

 

Resenha:
Bartolomeu Campos de Queirós (1944-2012) contava em entrevistas que sempre fora fascinado pela imagem do olho de vidro do avô que herdara e que tinha a sensação de que em algum momento escreveria sobre ele. E o fez nesse livro em que recorda, a partir do olhar do menino que fora, os pensamentos, as sensações e as imaginações que lhe davam a convivência com o avô que enxergava apenas com um olho. Ele ocultava a falta do outro com um olho de vidro que, segundo o menino, buscava inventar tudo o que não via. Com sua linguagem poética, em seções curtas e brincando com as figuras do esquerdo e do direito, do inteiro e da metade, reconta ainda a história dos filhos e filhas do avô que, se aproveitando da visão que faltava ao pai, fizeram escolhas singulares.   

Trecho do livro:
“O que seu olho de vidro não via, ele fantasiava. E inventava bonito, pois eram da cor do mar os seus olhos. E todo mar é belo por ser grande demais . Tudo cabe dentro de sua imensidão: viagens, sonhos, partidas, chegadas, mergulhos e afogamentos.  Há que se contar os desassossegos que as águas nos provocam.” (p. 6)

Para quem?
exp sozin

Para quê?
rir emocionar pensar




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