Memórias literárias: os livros de infância da equipe A Taba

A Taba conta com uma rede de especialistas e curadores para selecionar os melhores livros para nossas listas temáticas, montagem de acervos para escolas, institutos e ONGs, criação de conteúdo para formação de educadores e muitos outros serviços que prestamos para colaborar com a formação de leitores literários.

Parte dessa equipe trabalha todo dia para entregar experiências de leitura significativas para crianças de todo o Brasil. No mês em que o Clube de Leitores A Taba comemora 3 anos,  conheça 3 livros que fizeram diferença na formação da Denise, da Emily e da Clara, quando eram pequenas leitoras:

Denise Guilherme – mestre em educação, formadora de professores e consultora em projetos de leitura, fundou A Taba em janeiro de 2014 com base em sua experiência de mais de 20 anos com formação de leitores no Brasil.

Meus pais, com certeza, são os grandes responsáveis pelo meu interesse pela palavra – escrita e falada. Cresci em uma casa povoada de histórias e com muitos  livros, jornais e revistas disponíveis. Quando ingressei no Magistério, duas bibliotecárias incríveis me abriram as portas da literatura infantil e juvenil. E desde então, nunca mais parei de me apaixonar pelos livros para a infância.

A Coleção Reino Colorido da Criança era leitura obrigatória antes de dormir. Junto com meus três irmãos, sentávamos ao redor de minha mãe e viajávamos juntos para o mundo dos contos clássicos universais – todas as noites.

Fogo no Céu foi o primeiro livro que li sozinha, aos 4 anos. Com dois irmão mais velhos já leitores, foi fácil descobrir o sentido das palavras muito cedo. Depois de adulta, encontrei uma nova edição da história simples e rimada. Comprei-a para que meus filhos também possam conhecer a origem da minha biblioteca.

De todos os autores que conheço de literatura infantil até o momento, dois marcaram profundamente minha formação leitora: Ricardo Azevedo e Roald Dahl. O primeiro, com seu livro No meio da noite escura tem um pé de maravilha, propiciou o reencontro com minhas origens, nas histórias de tradição oral. O segundo, me encantou com a forma ousada e divertida com a qual se relaciona com as crianças, especialmente em seu livro As bruxas.

 

Emily Anne Stephano – jornalista de cultura e infância, especialista em comunicação de nicho no ambiente digital, chegou à Taba junto com o Clube de Leitores.

Cresci cercada por livros, leitores e leitura. Antes de ser alfabetizada, lia gibis da Turma da Mônica com suas imagens narrativas. Além das estantes cheias em casa, passei muitas tardes na Biblioteca Pública Monteiro Lobato, no centro de Osasco, de onde vieram minhas leituras mais queridas.

A princesa e a ervilha, foi o primeiro livro que peguei na biblioteca. Lembro bem da edição, que não existe mais, mas é um bom representante da leitura de contos de fadas, que conheci boa parte nas versões originais.

Até hoje minha irmã e eu sabemos de cor alguns textos de Ou isto ou aquilo, da Cecília Meireles. Com certeza foi o livro que mais pegamos na biblioteca nos anos 90 e que deu base ao meu gosto por poesia.

E o primeiro livro que li a pedido da escola foi Uma professora muito maluquinha, do Ziraldo, autor que li MUITO na infância, junto com Eva Furnari e o casal Audrey e Don Wood.

Clara Di Lernia – estudante de biblioteconomia, há dois anos garantindo que os livros cheguem aos assinantes.

Com uma mãe livreira – e amante incondicional da leitura – não tinha como ser diferente: cresci com os mais diferentes livros ao alcance das mãos e com os olhos brilhando a cada leitura que era compartilhada com meus pais e irmão. Foi naquele momento em que até podemos ler sozinhos mas ainda assim dividimos as leituras, que percebi o poder transformador da literatura infantil e juvenil.

É difícil dizer qual dos livros de Audrey e Don Wood foram os mais pedidos, lidos e relidos todos os dias lá em casa, mas as histórias de A Bruxa Salomé e Clara Manhã de Quinta à Noite estão presentes em todas as lembranças da infância.

A musicalidade da leitura em voz alta também sempre nos acompanhou e com isso não posso deixar de falar de Uma Letra Puxa a Outra, onde as ilustrações sempre foram um chamado pra leitura.

Com um irmão alguns anos mais velho, as leituras dele viram as suas também, e foi assim que conheci A Droga da Obediência, ainda no primeiro ano escolar, e dali passei a devorar todos os livros de mistério e investigação.

Gostou de conhecer nossa seleção de inesquecíveis?

E você: consegue dizer 3 livros ou autores que marcaram sua formação leitora na infância?

Conte pra gente!

 

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Emily Anne Stephano é formada em moda e especialista em jornalismo com foco em mercados de nicho e ambiente digital. Antes de saber ler já adorava passear na biblioteca e encontrou nos livros e cadernos seu primeiro grande amor. Hoje leciona Comunicação e Moda, presta assessoria de comunicação e escreve sobre cultura e universo infantil.

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