Lolo Barnabé

Lolo Barnabé

Escrito por: Eva Furnari
Ilustrado por: Eva Furnari
Editora: Moderna
Ano de lançamento: 2010

Resenha

“Lolo Barnabé ” é o primeiro livro da coleção “O Avesso da Gente”, que conta com quatro volumes publicados pela editora Moderna. Embora apresentem histórias distintas, todos os livros partilham da mesma temática: o respeito às diferenças físicas, psicológicas e culturais de cada ser humano. Nessa história, a autora e ilustradora Eva Furnari (Roma, Itália, 1948), faz de um jeito sutil e bem- humorado uma crítica ferrenha à sociedade de consumo. Segundo ela, a história deste livro começou quando pensava se colocava ou não carpete em sua casa. A partir disso, se deu conta de que teria quede comprar, também, um aspirador de pó pra passar no carpete. E que, além do aspirador de pó, teria quede contratar uma empregada. Uma trabalheira só! Resumo da ópera: uma simples ideia foi desencadeando um monte de outras coisas e, assim, pensando bem, Eva Furnari desistiu do carpete e ficou só com  a história. Esta se desenrola no tempo das cavernas e conta sobre Lolo Barnabé, um homem inteligente e cheio de ideias que aproveitava o melhor da vida ao lado de sua grande paixão, a esposa Brisa. Por ser um homem inquieto e muito criativo, Lolo decide construir uma casa no alto do morro para ter mais conforto e comodidade. A casa de Lolo, assim como o carpete de Eva Furnari , sãoé elementos desencadeadores de uma busca incessante, que visa preencher uma insatisfação quase crônica da qual também sofre o homem moderno, que sai de casa todos os dias para trabalhar e adquirir bens de consumo com a pretensa, falsa e frustrante da crença de que tais artifícios lhe trarão como recompensa brinde a satisfação e a felicidade que procura. Um livro bem- humorado e profundo, com texto simples e ilustrações divertidas.

Trecho do livro

“Todos os dias, Lolo saía para caçar e colher frutas. À noite, sentavam-se todos em volta da fogueira, assavam a carne, cantavam canções e agradeciam a Deus pela beleza da vida. Eram muito felizes. Eram muito felizes… mas nem tanto. A caverna era úmida.”.

P. 7 e 8

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