Leitura para bebês: Aperte aqui

viagem_papel_aperteaquiAperte aqui é um livro cheio de surpresas, com um colorido mágico, que convida à participação ativa do leitor.

Esta narrativa foi a atração das leituras que realizei durante as férias de janeiro no interior da Bahia, distante das tecnologias avançadas e das informações que circulam velozmente por meio da internet.

botaocomprarTodas as tardes, eu e mais dez crianças, entre primos, sobrinhos, amigos de amigos e convidados a parte, nos reuníamos em nosso ponto de encontro, que era embaixo de uma enorme árvore. Uma a uma elas iam se achegando, o convite se anunciava aos ouvidos de todos os interessados e a euforia começava!

Bastava abrir o livro e começar a leitura para que o clima de muita animação tomasse conta do grupo. Todas as crianças  queriam ter garantido o direito de apertar, soprar, sacudir, organizar e passar o dedo nas bolinhas e ver o que iria acontecer na próxima página, sob o efeito de suas ações.

Se porventura eu me atrasasse, logo alguém se encarregava de me procurar para que eu pudesse ir ao nosso local de encontro e cumprir o nosso combinado, pois a brincadeira  tinha que acontecer sem hora para terminar.

Foram tardes de muita animação, sem duvida!

–  Ebaaa, a Marcinha chegou! Agora podemos começar nosso festival de cliques!

Esta se tornou uma frase bem conhecida naqueles dias que, além de deixarem muita saudade, trouxeram  a certeza que é possível apresentar um mundo melhor para nossas crianças, quando conseguimos extrair as possibilidades que vêm embrulhadas para presente em narrativas como esta.

Aperte Aqui, aborda função poética numa linguagem interessante, re-significando os jogos de computador e oferecendo um novo sentido a ação de jogar e se divertir.

Em apenas três cores o autor francês Hervé Tullet conseguiu  produzir efeitos que, além de divertidos, desafiam os leitores à reproduzirem a brincadeira de outras maneiras, incitando-os a ouvir de novo a leitura por muitas outras vezes.

Por incrível que pareça, durante quase quinze dias, aquele grupo de crianças que ia de um ano e meio a seis anos não sentiu a menor falta dos sofisticados aparelhos tecnológicos e, aqueles que haviam levado, foram deixados de lado, pois haviam encontrado algo muito melhor para fazer nas tão esperadas férias de final de ano.

Ficou curioso(a) para ver o que esse livro tem de tão especial? Sem trocadilhos, aperte ali no vídeo acima!