Eu tenho direito de ser criança

Eu tenho direito de ser criança

Escrito por: Alain Serres e Aurélia Fonty

Ilustrado por: Alain Serres e Aurélia Fonty

Traduzido por: André Telles

Editora: Pequena Zahar

Ano: 2015

Resenha

Este bonito livro é para ser lido como se houvesse sido escrito por uma criança que a cada dupla de página nos faz saber de alguns de seus direitos definidos num longo documento na Convenção dos Direitos da Criança em 1989 assinado por mais de 190 países. Ele comemora os vinte anos desse acontecimento.
Com simplicidade, a obra fala de direitos básicos que são negados a muitos pequenos no mundo inteiro. Por exemplo: um lugar para morar, o que comer e beber, proteção de qualquer tipo de violência, estudar, expressar o que pensa e sente.
As ilustrações de Aurélia Fronty com suas cores vivas e detalhes surpreendentes chamam a atenção para a beleza da infância e sua Escrito.

Como foi a nossa leitura?

Tenho o direito de estudar de graça…” Esta foi a parte do livro que mais chamou a atenção das crianças. “De graça? Quem me dera” foi um dos comentários que mais ouvi durante a leitura. Talvez porque eu estava lendo em uma escola particular e as crianças ouvem alguns comentários dos pais e familiares sobre o custo das coisas. Mas este livro gerou uma discussão sobre política partidária. “A culpa é da Dilma.” ou “A culpa é do Lula.” Sim, as crianças de 7 anos de idade também repetem o que os pais falam sobre os nossos governantes.

E o que podemos fazer para tentar melhorar a situação de crianças que não tem o que comer, beber, não tem onde morar, não tem escola para estudar ?

Dei voz às crianças, e as respostas são criativas, mas algumas crianças não souberam responder: não desperdiçar comida, fabricar mais remédios, fazer doação de remédios, roupas, brinquedos, ter farmácias grátis, estudar em casa com a família, colher frutas das árvores, encontrar diamantes, pegar dinheiro emprestado e devolver o troco! Que tal?

Mas, quando é que todas as crianças do mundo vão ter todos os seus direitos respeitados?

“Quando os adultos puderem ler esse livro”!

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Bibliotecária apaixonada por literatura infantil, atua em biblioteca escolar de ensino infantil e fundamental I em Brasília.
Voluntária da Associação Viva e Deixe Viver.

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