Contos de morte morrida: narrativas do folclore

Contos de morte morrida: narrativas do folclore

Autor(a): Ernani Ssó

Editora: Companhia das Letrinhas

Ano de lançamento: 2007

 

Resenha:

 Nas dez histórias, a morte está vestida de preto, segurando sua gadanha e aparece às personagens para quem chegou a hora de partir. O que chama a atenção é que ela sabe ser generosa com quem lhe presta favores. Sim, ela é capaz de adiar por algum tempo a partida, mas deixa claro que, no prazo recombinado, virá e não será possível adiar mais. Assim é que ela aparece ao escritor na apresentação, ao caçador, ao pescador, ao ferreiro. Há o médico, os gêmeos e o estalajadeiro que tentam enganá-la, mas ela está sempre atenta e acaba por descobrir o meio de se cumprir. E há os que tentam adiá-la indefinidamente como o moço que foge para a terra em que não se morre nunca e a velha que só morreria quando a igreja construída desabasse, na curva da saudade dos entes queridos, eles foram pegos. As ilustrações com traços da cultura popular da premiada Marilda Castanha complementam o humor que permeia o livro. Esta edição faz parte da coleção “Histórias do tempo em que os bichos falavam”.

Trecho do livro:

 “Quando o prazo se encerrou, ele estava no jardim, à espera da Morte. Ele não disse nada. Ela também não disse nada. Foram andando juntos, como velhos amigos.”

P. 45

Para quem?