Balzac e a costureirinha chinesa

Autor(a): Dai Sijie

Editora: Objetiva

Ano de lançamento: 2000

 

Resenha:

 Dai Sijie, escritor e cineasta, viveu na China em 1968 quando Mao Tsé-Tung, procurando banir a cultura ocidental, fechou universidades, condenou profissionais liberais, enviou jovens intelectuais para a reeducação com velhos camponeses. O Livro Vermelho e manuais eram as únicas leituras permitidas. É no primeiro dia de reeducação que encontramos o narrador e seu amigo Luo. O narrador gosta muito de tocar violino – o qual Luo, carismático contador de histórias, salva da fogueira com astúcia. Os jovens vivem em condições precárias e acordam cedo para trabalhar em minas. Como são espertos, inventam meios de burlar a ordem. A maior descoberta, no entanto, está na valise do jovem Quatro-olhos – a qual esconde livros de grandes nomes da literatura francesa, inglesa e russa. Quando os dois garotos conseguem emprestado Úrsula Mirouët de Balzac um novo mundo se abre a eles e à Costureirinha pela qual ambos são apaixonados e que é iniciada por Luo no amor, na leitura e na liberdade.

Trecho do livro:

 “‘Esse velho Balzac – continuou – é um verdadeiro bruxo que pousou as mãos invisíveis sobre a cabeça dessa menina. Ela estava metamorfoseada, sonhadora. Levou algum tempo para voltar a si, a pôr os pés na terra. No fim, vestiu teu maldito casaco, que aliás não lhe caiu mal, e me disse que o contato das palavras de Balzac sobre sua pele lhe traria felicidade e inteligência…’” (p. 53)

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