A morte e a morte de Quincas Berro D’Água

A morte e a morte de Quincas Berro D’Água

Autor(a): Jorge Amado

Editora: Companhia das Letras

Ano de lançamento: 2008

 

Resenha:

 Antes de folhear o livro A morte e a morte de Quincas Berro D’água, o leitor, instigado pelo título, pode se perguntar: como seria possível uma dupla morte? Publicado pela primeira vez em 1959, a obra de Jorge Amado narra com bom humor o mistério em torno do falecimento do protagonista, morto por duas causas distintas: a morte natural e a morte em alto- mar. As duas causas são confirmadas por duas visões contrastantes: a da família e a dos amigos recentes.  Aos cinquenta anos, Joaquim Soares da Cunha decide abandonar a família, a casa e o trabalho e viver uma vida boêmia pelas ruas de Salvador, assumindo a alcunha de Quincas Berro D’água. De um lado, a família deseja resgatar a memória do homem respeitável do passado. De outro, os amigos pretendem confirmar a mudança de vida assumida pela personagem. Permeado pode situações inusitadas, o livro traz também temas sérios, fazendo o leitor refletir sobre a hipocrisia sustentada pela sociedade.  

Trecho do livro:

 “No fim da tarde, quando as luzes se acendiam na cidade e os homens abandonavam o trabalho, os quatro amigos mais íntimos de Quincas Berro D’água – Curió, Negro Pastinha, cabo Martim e Pé-de-Vento – desciam a ladeira do Tabuão em caminho do quarto do morto. Deve-se dizer, a bem da verdade, que não estavam eles ainda bêbados. Haviam tomado seus tragos, sem dúvida, na comoção da notícia, mas o vermelho dos olhos era devido às lágrimas derramadas, à dor sem medidas, e o mesmo pode-se afirmar da voz embargada e do passo vacilante.” (P. 53)  

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