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8 personagens femininas marcantes criadas por 8 autoras incríveis

Você já parou para pensar na representatividade feminina na literatura infantil?

Nesse dia 8, nos desafiamos a criar uma seleção de títulos com protagonistas femininas, que rompessem estereótipos e que, ainda, tivessem sido criadas por mulheres de diferentes países e etnias.

Não foi uma tarefa fácil, mas achamos pertinente trazer essa discussão à tona, ajudando nossos leitores a refletirem cada vez mais sobre o modo como nossas escolhas podem impactar a visão que meninas e meninos têm sobre si mesmos e sobre suas possibilidades de atuar no mundo.

A Taba acredita que boas leituras aproximam as pessoas. E que se tivermos acesso a livros que exploram a diversidade, aprenderemos a ler melhor a nós mesmos, aos outros, criando espaços de diálogo e troca verdadeira.

Confira nossa seleção e boas leituras!

Capa Princesa que Escolhia.inddA princesa que escolhia – Ana Maria Machado
Quando a princesa diz não ao rei, é levada à torre do palácio por discordar de seu pai. Porém é lá no alto que ela descobre que o mundo é bem maior do que imaginava – literal e figurativamente. Ela encontra nos empregados do castelo seus novos amigos, passa a ler e estudar bastante e acaba por resolver um sério problema do reino que fugia ao conhecimento do rei. Livre, toma decisões inesperadas, como sempre respeitar a opinião do próximo e estudar na mesma escola que as outras crianças. A princesa criada pela consagrada autora brasileira Ana Maria Machado faz desse “conto sem fadas” uma história de superação e sabedoria.

a princesa sabichonaA princesa sabichona – Babette Cole
Todos os príncipes queriam se casar com a bonita e rica Princesa Sabichona, mas ela gostava de ser solteira e ficar com seus animais de estimação. Quando sua mãe ordena que case, a esperta princesa promete que se casará com o príncipe que conseguir passar pelas provas que determinar. Como é sabichona, escolhe as provas certas para a fraqueza de cada príncipe e mesmo quando parece que terá que ceder ao casamento, encontra sua saída para viver feliz – e solteira – para sempre. Publicado pela primeira vez em 1987, o livro-álbum de Babette Cole é cheio de jogos de palavras e ilustrações divertidas, alguns dos traços marcantes dos livros da autora britânica que sempre abordou com leveza temas importantes, apostando nos pequenos leitores.

pippi meialongaPíppi Meialonga – Astrid Lindgren
Píppi Meialonga foi escrito por Astrid Lindgren, autora sueca consagrada, vencedora do Prêmio Hans Christian Andersen, como presente para sua filha que completava 10 anos. Primeiro de uma série, o livro traz como personagem principal a irreverente menina Píppi, que mora sozinha, apenas na companhia de seu cavalo e de um macaco de estimação, cozinha sua própria comida e lava suas próprias roupas. A narrativa está organizada em onze capítulos e conta as diferentes aventuras vividas por Píppi, na companhia de seus vizinhos Tom e Aninha, que levam uma vida mais convencional ao lado de seus pais. Assim como eles, os leitores certamente se apaixonarão pelo espírito livre da garota – que em muito se assemelha à Emília de Monteiro Lobato – e pelo enredo dinâmico e bem-humorado criado pela autora.

A moça tecelã – Marina Colasanti
Um dia, a talentosa moça tecelã desperta consciente da sua condição solitária e empreende na busca de um companheiro. O que ela não poderia prever é que esse companheiro se transformaria num opressor, que passa a lhe sugar até a exaustão para satisfazer todos os caprichos materiais ambicionados por ele. Essa prosa poética da ítalo-brasileira Marina Colasanti carrega o brilho dos grandes contos fantásticos de escritores latino-americanos, como Júlio Cortázar e Gabriel García Marquez, nos quais o maravilhoso chega a ser menos espantoso do que a realidade rotineira. Os requintados bordados das mulheres da família Dumont que ilustram o conto de Colasanti são deslumbrantes.

uma chapeuzinho vermelhoUma chapeuzinho vermelho – Marjolaine Leray
A estreia da francesa Marjolaine Leray como autora e ilustradora de uma obra destinada ao público infantil não podia ser mais feliz. O resultado de sua irreverente versão para o clássico conto “Chapeuzinho Vermelho” certamente deve-se ao perfeito casamento entre narrativa verbal e visual. Subvertendo a “lei do mais forte” que predomina na versão original do conto registrada por Charles Perrault, a Chapeuzinho Vermelho deste livro apresenta-se aparentemente frágil – ilustrada com traço leve e minimalista, ocupa pouco espaço nas páginas – quando, na verdade, é de uma astúcia e coragem sem tamanho! Já o lobo, viril e assustador, é derrotado pela menina devido ao vício que o caracteriza também nas versões tradicionais – a gula – mas, sobretudo, por uma surpreendente ingenuidade. São muitas as surpresas reservadas ao leitor nessa obra que se destaca pelo caráter sugestivo e inusitado dos acontecimentos, construídos mediante a união de texto e imagem, cheia de indícios. As cores que correspondem à fala de cada um dos personagens e o traçado manuscrito e irregular da letra são apenas alguns deles.

o mundo no black power de tayoO mundo no black power de Tayó – Kiusam de Oliveira
Os cabelos de Tayó fazem muito sucesso – com ajuda da mãe, linda como ela, os enfeita cada dia de um jeito. Em seu black power, a menina carrega tudo o que ama, projetando seu mundo, suas raízes e a história de seus antepassados. Quando se depara com a falta de gentileza de amigos que dizem que seu cabelo é ruim, tem certeza de que eles estão com inveja por não poderem carregar o mundo em seus cabelos também. Refletindo sobre isso, pensa e projeta em seus cabelos toda a dor e dificuldade dos negros, mas logo se lembra também de toda a riqueza cultural criada e herdada. A autora brasileira Kiusam de Oliveira registra e celebra neste e em outros livros a força e beleza negra, com suas origens, símbolos e representações.

Persepolis_28nov2007Persépolis – Marjane Satrapi

Marjane Satrapi é a primeira mulher iraniana a publicar quadrinhos. Com uma história autobiográfica repleta de informações históricas, Persépolis nos aproxima de temas que parecem distantes. Parte de uma família politizada, tinha dez anos quando se deu a revolução xiita e, enquanto crescia, viu crescer também as imposições e limitações a seu povo. Chegando a ser interrogada por andar na rua usando tênis e jaqueta jeans, a adolescente enfrentou as mais diversas situações. Já adulta, deu voz à meninas e mulheres que lutaram e lutam por direitos no Irã. Os quadrinhos foram publicados em diversos países e deram origem à animação homônima que concorreu ao Oscar em 2008.

a esperanca e uma menina que vende frutasA esperança é uma menina que vende frutas – Amrita Das
A indiana Amrita Das é contadora de histórias e representante da mithila, tradicional arte indiana. Inspirada por uma experiência pessoal, a autora conta a história de uma menina que sai de seu pequeno povoado para estudar arte na cidade de Chennai. No trem, conhece uma menina pobre, que parece estar sozinha e com fome. Esse encontro a leva a pensar nas dificuldades de se tornar uma mulher que fala por si e é livre para fazer as próprias escolhas em uma cultura em que normalmente os outros falam por ela. Ao contar com poesia no texto e nas imagens sua própria história, Amrita Das  fala também de meninas e mulheres de todo o mundo que têm suas opções limitadas e oportunidades de realização pessoal oprimidas.


Se você conhece outras obras com essas características, ajude-nos a completar a nossa lista, escrevendo suas dicas nos comentários!




Participe da conversa!

Taiana Machado tai, dê uma olhada! 3 desses livros pelo menos, lemos com os alunos!

Maravilhoso Carla! Que bom que abraçamos essa causa mais que urgente na nossa escola! É um trabalho de formiguinha, mas como vc disse em outra postagem, que colheremos lá na fente! ❤❤❤❤

Mais uma lista de desejos <3……