8 livros com mulheres e meninas reais

Fadas, princesas, sereias e até babás encantadas povoam livros infantis há muito tempo. Mas nesse 8 de março A Taba selecionou personagens reais que marcaram e transformaram a sua própria história e a do mundo.

Que tal saber mais sobre elas?

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Carmen, a grande pequena notável (Edições de Janeiro), encantou o Brasil e mundo com seu sorriso e voz, sempre embalados por um ritmo contagiante e um figurino cheio de cor e brilho. A biografia escrita por Heloisa Seixas e Julia Romeu fica ainda melhor com as lindas ilustrações de Graça Lima, repletas de referências de época. No final, ainda há pequenas notas sobre o que Carmen Miranda (1909-1955) deixou como legado – da música à moda.

 

Aos sete anos, Ignez Magdalena – ou Zitinha – começou a tocar violão e viola. Quando cresceu,  A menina Inezita Barroso (Cortez) tornou-se intérprete e uma verdadeira promotora da música caipira. O texto poético de Assis Ângelo e as ilustrações em xilogravura feitas por Ciro Fernandes compõem o imaginário das canções que Inezita (1925-2015) tanto amava.

 

Cecília Meireles (Callis) cresceu com as histórias contadas por Jacinta, sua babá, e com o amor pelos livros e pela música. A avó Jacinta custava em deixá-la sair para brincar, então a menina aprendeu bem a ficar sozinha e a cultivar o silêncio – o que considerava muito importante quando começou a se dedicar à carreira de escritora. A infância e juventude de Cecília (1901-1964) são delicadamente apresentadas por Carla Caruso e Angelo Bonito.

A mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai (1997-), é retratada no livro-reportagem Malala, a menina que queria ir para a escola (Companhia das Letrinhas). O texto acessível da jornalista Adriana Carranca e as delicadas ilustrações de Bruna Assis Brasil aproximam das crianças essa história real de luta por direitos e liberdade.

 

A indiana Dulari Devi pertence a uma comunidade de pescadores, acostumada a uma vida de trabalho árduo e inexorável. Ela trabalhava como faxineira na casa de uma artista quando descobriu que poderia exercer sua criatividade. Acompanhando meu pincel (WMF Martins fontes) é uma autobiografia que conta como Dulari também se tornou artista do estilo Mithila de arte popular da região de Bihar, no leste de seu país.

Algumas experiências de vida de Bianca Santana são relatadas em Quando me descobri negra (SESI-SP). Com texto dinâmico, sutil, firme e lúcido, a autora denuncia o tão falado racismo velado brasileiro. O início do livro – “Tenho 30 anos, mas sou negra há dez. Antes, era morena.” – aponta o norte desse caminho seguido por Bianca (1984-) e outras pessoas que são personagens nessa história dura e real.

 

A infância de Tarsila do Amaral (Callis) é retratada com apoio de importantes obras criadas pela pintora. O texto de Carla Caruso encaminha a leitura por momentos marcantes e descobertas de uma menina alegre que se encontra na expressão pelo desenho e pintura. Tarsila (1886-1973) é considerada até hoje uma das principais pintora brasileiras e seus quadros estão nos museus mais importantes do mundo.

 

Cleópatra, Amélia Earhart, Nina Simone, Coco Chanel, Jane Austen e outras 95 mulheres que marcaram a história são as protagonistas das Histórias de ninar para garotas rebeldes – 100 fábulas sobre mulheres extraordinárias (Vergara & Riba). Elena Favilli e Francesca Cavallo coordenaram o projeto que conta com ilustrações criadas por mais de 60 mulheres.

 

 

 

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Emily Anne Stephano é formada em moda e especialista em jornalismo com foco em mercados de nicho e ambiente digital. Antes de saber ler já adorava passear na biblioteca e encontrou nos livros e cadernos seu primeiro grande amor. Hoje leciona Comunicação e Moda, presta assessoria de comunicação e escreve sobre cultura e universo infantil.

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